Bookbot

Obras de Álvaro de Brito

Valutazione del libro

Maggiori informazioni sul libro

Claro-escuro, a expressão que Jacinto do Prado Coelho sugeriu a propósito da poesia do Cancioneiro Geral, bem se aplica à obra conhecida de Álvaro de Brito. A diversidade temática dos textos torna mais sensível a multiplicidade de registos, códigos, convenções: a celebração deslumbrada da perfeição feminina, a rendição perante a senhora, parece opor-se À indignação e ao ataque veemente que se descobre nas composições satíricas; o louvor de figuras de "altos estados" terá nascido da mesma pena que endereça acusações violentas em composições de vitupério; o consolo perante a ideia da salvação, da graça divina, não esconde a mágoa e o despeito pela experiência triste de tempos de mudança. Vida e morte, esperança e desalento, guerra e paz. Os contraste são irredutíveis, como angulosa a imagem do mundo que se revela. Na adequação a essas distintas vertentes, porém, destaca-se uma voz destra. Álvaro de Brito conta na prática poética da segunda metade de Quatrocentos em Portugal: para o mal ou para o bem, é parte de uma história que importa não esquecer.

Acquisto del libro

Obras de Álvaro de Brito, Álvaro de Brito

Lingua
Pubblicato
1998
Rilegatura
(In brossura)
Ti avviseremo via email non appena lo rintracceremo.

Metodi di pagamento

4,0
Molto buono
1 Valutazioni

Qui potrebbe esserci la tua recensione.

Titolo
Obras de Álvaro de Brito
Lingua
Portoghese
Formato
In brossura
ISBN10
9728325444
ISBN13
9789728325442
Tag
Valutazione
4 su 5
Descrizione
Claro-escuro, a expressão que Jacinto do Prado Coelho sugeriu a propósito da poesia do Cancioneiro Geral, bem se aplica à obra conhecida de Álvaro de Brito. A diversidade temática dos textos torna mais sensível a multiplicidade de registos, códigos, convenções: a celebração deslumbrada da perfeição feminina, a rendição perante a senhora, parece opor-se À indignação e ao ataque veemente que se descobre nas composições satíricas; o louvor de figuras de "altos estados" terá nascido da mesma pena que endereça acusações violentas em composições de vitupério; o consolo perante a ideia da salvação, da graça divina, não esconde a mágoa e o despeito pela experiência triste de tempos de mudança. Vida e morte, esperança e desalento, guerra e paz. Os contraste são irredutíveis, como angulosa a imagem do mundo que se revela. Na adequação a essas distintas vertentes, porém, destaca-se uma voz destra. Álvaro de Brito conta na prática poética da segunda metade de Quatrocentos em Portugal: para o mal ou para o bem, é parte de uma história que importa não esquecer.