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«Arranjei o covil e parece que me saí bem. Do exterior vê-se apenas um grande buraco, mas na realidade esse buraco não conduz a parte nenhuma (...) Porém, a uns passos do buraco, abre-se a verdadeira entrada, coberta por uma camada de musgo, que eu posso levantar: se há neste mundo alguma coisa segura é este lugar.»«Que buraco seguro e quentinho que eu arranjei... É o meu abrigo e não há cerco mais sólido, tranquilo e doce que este. Quando o mundo exterior me aborrece, importuna ou consome fujo para este recanto, rodeado por sebes que há muito deixei de podar. Para proteger o meu casebre construí várias armadilhas aptas a deglutir o inimigo num segundo. O pior é que por vezes me distraio na vigia e tropeço nos meus próprios artifícios. Tenho então que lutar para me tentar livrar do covil, de proprietária passo a prisioneira e para conseguir fugir tenho de deitar abaixo os muros que com tanto cuidado e estima construí. Depois quando me apetece regressar há que voltar a reerguer as barreiras para mais tarde as destruir. Trabalho árduo, cansativo e repetitivo...»Franz Kafka, in O Covil
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Le Terrier, Franz Kafka
- Lingua
- Pubblicato
- 2002
- Rilegatura
- (In brossura)
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- Titolo
- Le Terrier
- Lingua
- Francese
- Autori
- Franz Kafka
- Editore
- 1001 nuits
- Pubblicato
- 2002
- Formato
- In brossura
- Pagine
- 87
- ISBN10
- 2842056671
- ISBN13
- 9782842056674
- Serie
- Tag
- Natura, Temi psicologici, Letteratura ceca, Animali, Letteratura tedesca, Racconti, Storie, Narrazione, Parabole
- Prima pubblicazione
- 1927
- Titolo originale
- Der Bau
- Valutazione
- 4,25 su 5
- Descrizione
- «Arranjei o covil e parece que me saí bem. Do exterior vê-se apenas um grande buraco, mas na realidade esse buraco não conduz a parte nenhuma (...) Porém, a uns passos do buraco, abre-se a verdadeira entrada, coberta por uma camada de musgo, que eu posso levantar: se há neste mundo alguma coisa segura é este lugar.»«Que buraco seguro e quentinho que eu arranjei... É o meu abrigo e não há cerco mais sólido, tranquilo e doce que este. Quando o mundo exterior me aborrece, importuna ou consome fujo para este recanto, rodeado por sebes que há muito deixei de podar. Para proteger o meu casebre construí várias armadilhas aptas a deglutir o inimigo num segundo. O pior é que por vezes me distraio na vigia e tropeço nos meus próprios artifícios. Tenho então que lutar para me tentar livrar do covil, de proprietária passo a prisioneira e para conseguir fugir tenho de deitar abaixo os muros que com tanto cuidado e estima construí. Depois quando me apetece regressar há que voltar a reerguer as barreiras para mais tarde as destruir. Trabalho árduo, cansativo e repetitivo...»Franz Kafka, in O Covil