„Im Jahre 1965, als es am Amazonas noch kein Fernsehen gab, lud mich eines Sonntags mein Großvater zum Mittagessen ein. An jenem Nachmittag erzählte er mir eine Geschichte, die er auf einer seiner vielen Reisen ins Hinterland von Amazonien gehört hatte. Es war eine Liebesgeschichte von dramatischem Zuschnitt, wie fast immer in der Literatur und gelegentlich auch im Leben: der Mythos von der verzauberten Stadt. So mancher glaubt heute noch, dass tief unten auf dem Grund eines Flusses eine reiche, prächtige Stadt existiert, ein Musterbeispiel an Harmonie und sozialer Gerechtigkeit, in der die Menschen leben, als wären sie verzaubert. Mythen wandern, genau wie die Kulturen, sie sind miteinander verquickt und gehören zur Geschichte und dem kollektiven Gedächtnis. In der Literatur ist der Mythos der Ort, an dem das Wesen des Erzählens deutlich wird, und wie jede Kunst steht es in Verbindung mit der Welt, die der Mensch erfindet. Diese Version der Geschichte von der verzauberten Stadt ist inspiriert von der Erinnerung an meinen Großvater und der – auch von etlichen anderen Mythen Amazoniens geprägten – Phantasie des Erzählers.“ Milton Hatoum
Karin von Schweder-Schreiner Ordine dei libri (cronologico)




Nel romanzo ci troviamo nella Brasile degli anni cinquanta, quando Rio de Janeiro era il centro di intrighi politici e corruzione. Rubem Fonseca, maestro del romanzo giallo, in ventisei capitoli racconta gli eventi seguiti a un tentativo di omicidio del giornalista Carlos Lacerda, avversario del presidente Getúlio Vargas. Sullo sfondo di fatti storici si svolge la storia fittizia del commissario di polizia Alberto Mattos, che indaga sull'omicidio di un milionario e sospetta che i crimini possano essere collegati. Fonseca costruisce magistralmente tensione e imprevedibilità, rendendo ogni lettura delle sue opere un'esperienza intensa, con colpi di scena sorprendenti. L'autore, nato a Juiz de Fora e residente a Rio de Janeiro, ha lavorato come avvocato e commissario di polizia prima di dedicarsi alla scrittura. La sua opera, tra romanzi e racconti, è nota per la sua qualità letteraria e ha ricevuto numerosi premi.
A Costa dos Murmúrios
- 224pagine
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A Costa dos Murmúrios, publicado em 1988, é o mais famoso romance de Lídia Jorge, tanto em Portugal como no estrangeiro. O seu aparecimento foi um êxito desde o primeiro momento, tendo chegado a vender cerca de 50.000 exemplares em menos de um ano. A obra é produto da experiência que a autora viveu em África e, particularmente, dos seus três anos em Moçambique, imediatamente antes da queda do regime de ditadura em 1974. Com a nova ordem política, Portugal aceita a autonomia da sua colónia, que em Junho de 1975 obtém a independência plena. O romance reflecte a época da luta colonial segundo as recordações da autora, mas o fio condutor da trama é a traumática história de amor de Eva Lopo e Luís Alex, combatente ao serviço do projecto imperial salazarista. O romance abre com um conto relatado na terceira pessoa sobre o casamento de Eva e Luís. Mas, seguidamente, é Eva que assume a voz da narração e evoca os últimos vinte anos de vertiginosas transformações. Entre elas, é particularmente dolorosa a do seu marido, que se converte num repressor sanguinário, o que conduz Eva a manter, por despeito, uma relação amorosa com um jornalista mulato. Para além do seu vigoroso conteúdo como personagem de carne e osso, Luís é igualmente símbolo de um regime incapaz de gerar futuro algum e que tenta defender-se pela força. O balanço da evocação é tão lamentável e desolador como a própria guerra.